Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

GHOST NATALINO


Entrei na loja cheia de gente. Amigos, conhecidos e desconhecidos circulavam com suas taças de espumante através das novidades natalinas. O vendedor, que sempre me atende, se aproxima sorridente me dando boas vindas e diz: - Sua mãe esteve aqui. Como vocês se parecem!
Por milésimos de segundos desejei que fosse verdade. Poder te abraçar demoradamente, beija-la e me aninhar no seu colo. Querer saber o que tinha comprado e pra quem num inquérito, ciumento, de caçula. A proprietária da loja baixou os olhos num silêncio amigo e cúmplice da minha saudade.
Sorri por dentro, mãe, já ciente das nossas semelhanças... Você, “mamita” e eu. Elas não vão desaparecer nunca e é, também, através delas que você se faz presente nessa ausência, para sempre, prolongada. Saudades mãe. AMO VOCÊ!

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