Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sábado, 24 de outubro de 2009

NOS EMBALOS DE SÁBADO...



Nos bons e divertidos tempos da discoteca existiam para mim e muitas meninas um ritual aos sábados: salão. Ia mais ou menos às 10h da manhã, pras minhas madeixas serem, mecha por mecha, enroladas em papel higiênico cor de rosa – daquele tipo: mais vagabo não há – numa tentativa de aproximação com Sônia Braga em Dancing Days (se quiser entrar no túnel do tempo, vá aí ao lado no mês de fevereiro e clique no vídeo das Frenéticas...abra suas asas e solte suas feras, porque hoje é sábado). Nem preciso dizer que isso levava um bom tempo dentro do salão da Sebastiana, mas era minimizado pelo encontro das meninas e as combinações de onde ir, com que roupa e... com quem é claro. Não necessariamente nessa ordem. Saia de lá como uma nega maluca pink, andava um quarteirão até chegar em casa e pasmem não estava nem aí. Como eu fazia isso? Pulem essa pergunta, por favor! O restante do sábado tinha que ficar dentro de casa até chegar à noite e poder soltar papelzinho por papelzinho torcendo para que ele encaracolasse, o que acontecia por minguados 15 minutos. Semelhança, inversa, com as meninas de hoje e seus cabelos escovados e chapeados, que não podem ver uma gota sequer de água, não é mera coincidência. Minha mãe sempre dizia: Não consigo entender...Vocês nunca estão satisfeitas com o que D’us lhes deu! Quem tem cabelo liso quer encrespar e quem tem crespo quer alisar. Verdade, verdadeiríssima até hoje, e enquanto os tempos e salões de beleza durarem.
O papel higiênico, vagabo, evoluiu. Hoje temos técnicas mais sofisticadas prá tudo, mas o tempo que ficamos dentro de uma “maison da beauty” não. É um tal de cortar, pintar, escovar, chapear, enrolar, hidratar, mechas, luzes, trevas, baby liss, escova de morango, de chocolate, de champagne que, ufa, nem carece de discoteca. Ir ao salão já é uma festa! Festa com direito, agora, a dividir as cadeiras com os meninos, que estão tão vaidosos quanto nós. “É mentira Terta”? “Verdade”!

2 comentários:

  1. Regis, acho que sofri tanto com meu cabelo de pixaim quando era adolescente, que tomeu pavor, trauma de salão. Se eles dependessem de mim, pobres coitados....Vou uma vez na vida outra na morte fazer alguma coisa q de forma alguma consigo fazer em casa e fico louquinha pra vir embora.
    Já disse q essa parte feminina realmente não é minha praia, né?
    bjins
    www.oquevivipelomundo.blogspot.com

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  2. Amada, sabedoria sua ficar de fora desse tempo gasto nos salões da vida. Eu ainda faço uso, mas definitivamente não abuso rsrsrs Beijuuss n.

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