Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sábado, 31 de outubro de 2009

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR



"Quem ofende mais?

Ela:
Seu f. da p., ladrão, salafrário, viciado, preguiçoso, vagabundo, corrupto, pão duro, mau caráter, sanguessuga, imbecil, mulherengo, ordinário, idiota, bêbado, burro, inútil...
Ele:
Gorda!"

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

HOJE TEM MARMELADA?



Já disse que amo arte de todas as formas... Quando era criança adorava ir ao circo. Algodão doce, picadeiro, luzes e... paixão...de menina boquiaberta, diante dos malabares, bailarinas, elefantes, cachorros, equilibristas, mágicos e palhaços! Esses com suas caras pintadas, roupas extravagantes e grandes sapatos, arrancavam sem muito esforço, grandes gargalhadas de uma menina encantada e de olhos arregalados com tanta magia. Bons tempos... De uma arte simples sofisticou-se o circo, mas minha paixão continua simples... de menina, agora grande, mas sempre encantada. Hoje vou ao Cirque. Não perco um espetáculo, desde que começaram a se apresentar aqui no Brasil. Meu amor por eles começou no Canadá, quando estive por lá, e só cresceu... Prá nosso orgulho de brasileiro, a coreógrafa Débora Colker assina o novo espetáculo deles que estreou, recentemente, no Canadá: OVO. Aqui é outro: Quidam (leia abaixo a história). Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Vamos ao circo?

 Quidam

Um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina, uma pessoa passando apressadamente. Poderia ser qualquer um. Alguém chegando, partindo, vivendo na nossa sociedade anônima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o Quidam que o Cirque du Soleil celebra.
Uma jovem mulher está furiosa, e viu tudo o que há para ver, e sua vida está perdendo todo o seu significado. Sua raiva está destruindo o seu pequeno mundo, e ela está no universo do Quidam. Ela se juntou a um companheiro alegre, assim como outra personagem, mais misteriosa, que vai tentar seduzi-la com o maravilhoso,o inquietante e o assustador. (Fonte:Internet) 

PIADAS PRÁ CHORAR...DE RIR

Adoro gente bem humorada. Quanto mais “conservada” fico, mais tempo demoro pra me irritar. Preciso de um dia de cão pra ficar mal humorada e essa graça é conquistada com a “conserva” dos anos. Adoro rir. Acho incrível quem tem o dom de contar piadas e fazer todo mundo gargalhar. Muda o ambiente,



descontrai o contraído, relaxa. Tenho uma profissão que amo de paixão, mas que não é nada fácil... Para lidar com dores psíquicas é necessário, antes de tudo, de uma certa leveza d'alma. Ser alegre e bem humorada, não pode ser confudido com "porra louquice" ou coisa que o valha. Rigor técnico, teórico sempre permeou meu trabalho, mas rigidez de ser... estou absolutamente http://www.tôfora.com.br/ . Esclarecendo esses detalhes, vamos rir um pouco? Porque hoje é sexta, amanhã é sábado e segunda é feriado! Recebi algumas dessas piadas, por email, de amigos que sabem o quanto faz bem sorrir.

Conversa de casados: Querido, o que você prefere? Uma mulher bonita ou uma mulher inteligente? Nem uma, nem outra. Você sabe que eu só gosto de você.






  Jacozinho chega alvoroçado da escola:
- Mamãe, é verdade que o Cristóvão Colombo era judeu?
- Claro que não! Se fosse, a América se chamaria Sara.

 

- Por favor, Sr. Moisés. Poderia contribuir com alguma coisa para o Asilo das Velhas?
- Claro, pois não! Um momento, que vou buscar minha sogra!

 

  Sara telefona felicíssima para Raquel.
- Agora tenho certeza de que meu filho vai casar com uma judia. - Mas como pode ter certeza? - É que ontem, quando fui lavar a roupa, encontrei no bolso dele um batom com o nome da moça: Helena Rubinstein.


No consultório:

- Doutor, todas as noites eu vejo crocodilos azuis.
- Você já viu um psicólogo?
- Não, não. Só crocodilos azuis.

 A esposa com o aniversário chegando joga uma indireta no marido: - Amor, meu aniversário está chegando e quero um presente bem legal. Vou te dar uma pista: vai de zero a cem em menos de 5 segundos, pode ser de qualquer cor.
No dia do aniversário a mulher encontrou um pacote no quarto com uma balança de banheiro cor de rosa, novinha.
Ah, a propósito, o marido continua desaparecido.






 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PARTO DE BIOS







Ieda é uma amiga muito engraçada. Ela tem o blog Caminhos por onde andei (ta aí ao lado) e acreditem, essa mulher já andouuuuu por esse mundão de D’US. Dicas e causus de chorar de rir vocês encontram lá. Adorei o modelito do contador dela. E como a moça é da turma que divide o caminho das pedras, resolveu me ajudar, ensinar, a colocar no meu e aí... começou o PARTO DA BIOS (leiam marcador computador). Entrei no site, me cadastrei, pude até escolher a carinha do futuro bebê e fiquei aguardando, aguardando, que ele nascesse aqui no blog assim, sem mais nem menos. É claro que isso não aconteceu e precisei utilizar de um “fórceps” virtual. Ieda pede um S.O.S pra Ju, sua sobrinha, que é uma PEUS (leiam marcador computador) evoluidíssima e sua personal bloguer. Nada do bebê querer dar o ar da sua graça. Mando um e.mail:

IEDA AMADA
Ta td muito bem explicadinho pela Ju, fui fazendo o passo a passo... só que eu não recebi um texto...
Só esse link aí embaixo, coloquei o bichinho lá no lugar e.... aparece ele são e salvo e nada do negocinho balangando rsrsrs
Aí embaixo diz que "debo activarla" blá blá blá, cliquei no link e....sei lá como ativar o bicho, só se for com caldo de mocotó rsrsrs”.
Ieda na maior tranqüilidade, de parteira experiente, aciona a Ju, que em questões de minutos, minutos messssmo, constrói e me manda um passo a passo, no power point, de como fazer para que meu bebê viesse dar o ar da sua graça. Além das minhas risadas, vergonha BIOS-férica, veio minha alegria e gratidão pela ajuda fantástica. Obrigada Ju e Ieda por trazerem a esse blog, bebê tão desejado! Depois do parto, exaurida com tamanho esforço, escrevo pra parteira chefa meus agradecimentos e comento da minha exaustão pós parto. Resposta da moça:
“Como diz um amigo meu: não guenta, pra que qui inventa”!!!!hehehe




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

QUEM VAI PAGAR A CONTA?



Tá legal, não quero criar polêmica nenhuma e já adianto que fiquei super feliz com a indicação do Rio prás olimpíadas em 2016. Mas como vivo me confessando aqui com vocês, vai mais uma: tá tudo muito lindo, tá tudo muito eufórico, mas quem é que vai pagar a conta? Diante de todos os últimos acontecimentos no Rio, tá todo mundo já se pré-ocupando. Como Ieda me disse, não estaria na hora de nos ocuparmos e contratarmos gente de fora, competente e experiente no assunto prá fazer acontecer? Num sei não.... Enquanto isso vão degustanto aí algumas maquetes.






FÉ NEM UM POUCO ESTRANHA



Já contei pra vocês da Casa do Richard e como sou agradecida por ter encontrado esse lugar e, principalmente, me encontrado lá. Há cerca de 15 anos – quando passei a trabalhar num hospital geral – eu precisei trazer a espiritualidade, não a religião, pra dentro da minha vida, pra me ajudar a compreender e sustentar tudo que via e ouvia. Comecei a ler, estudar... De tudo, as opiniões de Krishnamurti – filósofo indiano – mexeram  de um jeito diferente, com minhas convicções de até então. Em sua opinião devemos questionar todos os nossos pressupostos a respeito da vida e do viver – a respeito da natureza dos nossos relacionamentos, da nossa sociedade, de nós mesmos, do que esperamos e aceitamos. O mundo não é estático. O que pensamos e fazemos não é a mesma coisa que as pessoas pensavam e faziam há um século.
Nunca consegui entender o porquê que quando adoecemos, é a hora escolhida de examinarmos questões essenciais: o mistério do nascimento e da morte, o significado da nossa existência neste planeta, o destino da espécie humana, as condições que criaram um universo harmonioso, a natureza do espírito e da alma. Nesses anos todos de trabalho num hospital, presenciei pessoas de todas as fés religiosas recorrerem à oração, em busca de serenidade e consolo, e que pode ser um grande alívio, especialmente em tempos de doença e de morte. Mesmo que você já tenha um forte alicerce espiritual, você sempre pode se beneficiar de uma ajuda a mais para lidar com o estresse de uma doença grave. Técnicas de relaxamento ajudam muitas pessoas a se manterem equilibradas quando estão angustiadas. A psicoterapia também pode ser uma ajuda valiosa, já que se destina a ajudar as pessoas a sentirem ligadas à vida ou em sintonia com ela. E pode haver ocasiões em que medicamentos sejam necessários para ajudar a pessoa a recuperar seu equilíbrio emocional e mantê-lo.

Não existe uma fórmula única que funcione para todos.  Mas, não pare de procurar até encontrar o caminho que é adequado para você. Procure as respostas para as questões eternas e essenciais sobre a vida e a morte, mas prepare-se, também, para não encontra-las. Enquanto isso... usufrua da busca!



terça-feira, 27 de outubro de 2009

MÁGICA DIVINA


Essa moça, linda de viver, além de ser minha afilhada amada, foi o único bebê Jonhson que eu conheci ao vivo e a cores...Não adianta, nem meus filhos, nem sobrinhos...Até hoje só Karlinha. Agora, com a mágica divina em seu ventre, pode ser que João, chegando em novembro, roube o título da mamãe. Prometo que conto pra vocês.

FORÇA ESTRANHA


Existe uma máxima popular que diz “política, futebol e religião não se discute”. Não é à toa que ela saiu do povo... Não existe nada mais fundamentado que as experiências nossas de cada dia. Todo mundo tem seu próprio modo de lidar com as questões fundamentais da vida. Como chegamos aqui, pra começo de conversa? Qual é o relacionamento humano com a natureza? Essas questões me intrigam já faz tempo e para as quais estou tentando descobrir as respostas que também, já faz tempo.                                 



Sei que poderíamos explicar parte disso em termos científicos, mas eu não acho que essa resposta seja completa. Creio estar claro que alguma força superior existe. Não importa como chamá-la, mas é algo poderoso que, eu, chamo de D’US. A presença desse poder se fez clara, tranqüila e de forma definitiva, quando fiquei grávida há 22 anos atrás. Quando André foi colocado em mim, ainda na sala do parto, chorei por sentir um milagre que nenhuma
aula de biologia, anatomia ou mesmo os rituais religiosos deram, até então, conta de explicar. É mágico... De uma magia que quem é mãe, sabe do que estou falando. Desde então, passei a enxergar essa força superior no colorido perfeito das flores dos campos, cantos dos pássaros, som de rios e cachoeiras, amanhecer de um novo dia. Não importa qual a religião que você foi criado. Importa descobrir o que é divino, santo ou sagrado para você. Dedique-se a ele, cultue-o ao seu próprio modo e depois me conta se não existe essa força. Caetano lá nos anos 70 compôs FORÇA ESTRANHA:
“Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

POR QUE VOVÓ NÃO TEM CABELO BRANCO?

Não sou feminista, pelo contrário. Existem algumas coisas que, nessa luta, perdemos e muito... Ficamos sobrecarregadas e muitas vezes esquecemos do nosso lado feminino – assunto pra outro post - mas, apesar disso, dou todos os créditos, a essas mulheres que lutaram pra essas conquistas que minha geração usufrui. Há muitos, muitos anos, quando Gloria Steinem fez quarenta anos, alguém a elogiou por sua aparência fantasticamente jovem, ou conservada se preferirem, e ela respondeu: “Esta é a aparência dos quarenta anos.” Gloria Steinem é uma jornalista feminista americana. Foi a única jornalista que conseguiu se infiltrar nos bares da Playboy, como garçonete - também conhecidas como "coelhinhas"-, sem que descobrissem sua real profissão. Seu artigo contando a experiência, revelou a situação degradante das moças, que precisavam passar uma aura de sofisticação enquanto raramente recebiam o salário prometido na publicidade dos clubes, eram estimuladas a sair com clientes vip, além de precisar passar por situações que violavam seus direitos trabalhistas, como exame ginecológico admissional -desnecessário para a profissão de garçonete - e não ser fornecido o uniforme completo para as moças. Além disso, as roupas eram desconfortáveis, muito apertadas, com barbatanas de aço machucando as costelas, e elas trabalhavam muitas horas seguidas em pé, usando saltos extremamente altos. Escreveu diversos artigos e livros. Dentre eles: "A verdadeira Linda Lovelace" e "Se os homens menstruassem". Voltando a sua resposta... Esta é a aparência dos quarenta anos levou inevitavelmente à sua conclusão mais importante “Os quarenta são os novos trinta” e a tantas outras: “Os cinquenta são os novos quarenta”. Os sessenta são os novos cinquenta e até mesmo “Os restaurantes são os novos teatros”, “Foccacia é a nova quiche”, etc e tal. Enfim, há uma razão para os 40, 50, 60 não terem a aparência de antigamente, e não é o feminismo ou a qualidade de vida produzida pelos exercícios. É a tintura para os cabelos. Posso garantir que, todas nós, tivemos vovós com cabelos brancos como um algodão doce. E hoje? Vó Raquel, Vó Verônica, Vó Júnia e tantas outras podem confirmar. A tintura para cabelos mudou tudo, mas quase nunca lhe dão o devido crédito. É a arma mais poderosa que as mulheres mais velhas têm contra a cultura da juventude e, na medida em que realmente consegue paralisar o tempo (pelo menos no que diz respeito aos cabelos), torna as mulheres mais receptivas a providências mais drásticas. Já tinham pensado nisso, "meninas"?



domingo, 25 de outubro de 2009

AGUA-BENTA PRÁ UNS, MARVADA PRÁ OUTROS



“Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati ‘pra cortar a friagem’. Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso... esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco...”

O trecho é do livro “O cortiço”, clássico do naturalismo publicado pela primeira vez em 1890, quando o autor Aluísio Azevedo identificava na ‘parati’ um dos agentes de brasilidade – estado que tomou conta do imigrante português da história e que tem outros sintomas, como a infindável imaginação para dar nomes às coisas. No caso da aguardente de cana, de acordo com a sagacidade da região, ela pode atender pelos incompatíveis água-benta e água-de-briga; os psicanalíticos amansa-corno e meu consolo; os sinceros arrebenta-peito, engasga-gato, mato-bicho e quebra-goela; o simplesmente boa e o mais humilde boinha; os dissimulados dengosa, lindinha e sinhazinha; os assumidos danada, marvada e teimosa; os engajados esquenta-por-dentro e quebra-gelo; os indecifráveis assovio-de-cobra e sete-virtudes; ou o profético tome-juízo.

Mas, seja qual for o apelido, nenhum deles esconde o perigo da cachaça; e é sempre bom manter a moderação. Ou então, como o mesmo Aluísio Azevedo escreveu, algumas páginas adiante, “O cortiço acordava com o remancho das segundas-feiras; ouviam-se os pigarros das ressacas de parati.”

BIOS NA MADRUGADA

Eu realmente fico pasma com a velocidade da tecnologia. Demoro um tempo, que já nem sei em que tipo de relógio marcar, para digerir tantas informações, apurar tantas descobertas. Às vezes, confesso, tenho medo que minhas sinapses cerebrais dêem curto circuito... Enquanto isso olhem só o relógio que recebi, por email, do meu cunhado. É só clicar no link abaixo e se der tempo... degustar toooodas as informações. Nada como a tela de Dali "Persistência da Memória" para refletirmos.


                          
www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm

sábado, 24 de outubro de 2009

NOS EMBALOS DE SÁBADO...



Nos bons e divertidos tempos da discoteca existiam para mim e muitas meninas um ritual aos sábados: salão. Ia mais ou menos às 10h da manhã, pras minhas madeixas serem, mecha por mecha, enroladas em papel higiênico cor de rosa – daquele tipo: mais vagabo não há – numa tentativa de aproximação com Sônia Braga em Dancing Days (se quiser entrar no túnel do tempo, vá aí ao lado no mês de fevereiro e clique no vídeo das Frenéticas...abra suas asas e solte suas feras, porque hoje é sábado). Nem preciso dizer que isso levava um bom tempo dentro do salão da Sebastiana, mas era minimizado pelo encontro das meninas e as combinações de onde ir, com que roupa e... com quem é claro. Não necessariamente nessa ordem. Saia de lá como uma nega maluca pink, andava um quarteirão até chegar em casa e pasmem não estava nem aí. Como eu fazia isso? Pulem essa pergunta, por favor! O restante do sábado tinha que ficar dentro de casa até chegar à noite e poder soltar papelzinho por papelzinho torcendo para que ele encaracolasse, o que acontecia por minguados 15 minutos. Semelhança, inversa, com as meninas de hoje e seus cabelos escovados e chapeados, que não podem ver uma gota sequer de água, não é mera coincidência. Minha mãe sempre dizia: Não consigo entender...Vocês nunca estão satisfeitas com o que D’us lhes deu! Quem tem cabelo liso quer encrespar e quem tem crespo quer alisar. Verdade, verdadeiríssima até hoje, e enquanto os tempos e salões de beleza durarem.
O papel higiênico, vagabo, evoluiu. Hoje temos técnicas mais sofisticadas prá tudo, mas o tempo que ficamos dentro de uma “maison da beauty” não. É um tal de cortar, pintar, escovar, chapear, enrolar, hidratar, mechas, luzes, trevas, baby liss, escova de morango, de chocolate, de champagne que, ufa, nem carece de discoteca. Ir ao salão já é uma festa! Festa com direito, agora, a dividir as cadeiras com os meninos, que estão tão vaidosos quanto nós. “É mentira Terta”? “Verdade”!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

GHOST NATALINO


Entrei na loja cheia de gente. Amigos, conhecidos e desconhecidos circulavam com suas taças de espumante através das novidades natalinas. O vendedor, que sempre me atende, se aproxima sorridente me dando boas vindas e diz: - Sua mãe esteve aqui. Como vocês se parecem!
Por milésimos de segundos desejei que fosse verdade. Poder te abraçar demoradamente, beija-la e me aninhar no seu colo. Querer saber o que tinha comprado e pra quem num inquérito, ciumento, de caçula. A proprietária da loja baixou os olhos num silêncio amigo e cúmplice da minha saudade.
Sorri por dentro, mãe, já ciente das nossas semelhanças... Você, “mamita” e eu. Elas não vão desaparecer nunca e é, também, através delas que você se faz presente nessa ausência, para sempre, prolongada. Saudades mãe. AMO VOCÊ!

VIK


Sempre fui apaixonada com arte em todas as suas manifestações (leia posts dos dias 02 e 03/07: "Artistas e suas loucuras"). Eu me arrepio e choro diante da arte que toca minha alma. É, choro messsmo e talvez por isso Vênica estranhasse, quando lhe disse que ainda não tinha visto VIK. Pois fui ontem e babeeei por duas, impagáveis, horas de puro prazer e deleite. Aí ao lado é seu auto retrato todo feito com bolinhas de furador de papel...incrível! É cada idéia que o cara tem...só podia ser artista mesmo.






“Olha à sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo possível de ter outro significado? E o lixo, pode ser algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro – seu nome é Vik Muniz – foi capaz de olhar essas coisas cotidianas e, com elas, recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.”




     "Uma imagem de diamantes valeria mais que uma imagem de chocolate?"








“Acredito que nem todas as pessoas sejam artistas, mas todas que desejarem ser possuem tudo o que o mundo tem a oferecer para que um dia elas se tornem. Se eu pude, qualquer um pode".


 
“Eu julgo minha maturidade artística pela habilidade de me fazer entender pelas crianças por ser como uma delas. Você só é jovem uma vez, mas isso pode durar uma vida inteira.”


Informações: VIK  Onde? Museu Inimá de Paula. Endereço: Rua da Bahia, 1201 - Centro. Horários de Funcionamento: terça, quarta e sexta 10 às 19hs, quinta 12 às 21hs, sábado 10 às 19hs, domingos e feriados de 10:30 às 17hs.
Ingressos: R$10,00 (inteira) R$5,00 (meia). Entrada gratuita para menores de 10 anos e maiores de 60 anos.
NÃO DEIXE DE VISITAR É MUIITO BACANA! Para Vik Muniz, o artista faz a metade do trabalho: a outra parte é feita pelo espectador, que exerce um papel ativo. Entre nessa aventura, que é ver a exposição: ouse e reinvente seu olhar!






quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PC COM SÍNDROME DE P.I.A






Meu neto de quatro patas adoeceu. O veterinário que o atendeu depois de prescrever e explicar tudo, me pergunta:

- Você se chama Regina Rozenbaum?
- Chamo.
- Você não está se lembrando de mim?
Essa pergunta, atualmente, operacionaliza dentro de mim os piores sentimentos que podem ser resumidos em: atacada pela Síndrome de P.I.A!(leia posts com marcador mudanças corporais e maturidade). Antes mesmo de eu terminar de esboçar aquele sorrisinho amarelo, sem graça, ele dispara:
- Você já não esteve em Israel? Te conheci no sítio do Flister perto de Sete Lagoas, tinha umas jabuticabeiras, nós éramos da turma da veterinária, fizemos um churrasco e ficamos ouvindo suas histórias de lá. Você tinha acabado de chegar.
Quanto maior o número de detalhes que ele ia dando, tanto o meu apagão de memória. Fixava os olhos para ver se alguma luz no fim dos meus arquivos acendia e nada. Um horror! E ele continua, numa animação só, - pensando que estava me ajudando - dando detalhes de como eu era fisicamente, da roupa que usava (cruzes!) e das músicas que a turma gostava. Nada! Meu São Jorge, eu suplico, me acode e me livra rapidinho desse arquivo vivo histórico memorial. Com o mesmo sorriso me despeço e solto um prazer em revê-lo amarelo.
Ontem fui num lançamento de Natal (cruzes de novo!) e não é que acontece situação semelhante?
Uma moça me cumprimenta, pelo nome, toda sorridente. Eu retribuo somente o sorriso – amarelo -, pois o nome e de onde a conhecia nem acendendo uma vela prá iluminar o caminho. Mas não me fiz de rogada. Perguntei o nome que ela, generosamente, respondeu, já me dando de onde nos conhecíamos. Tinha sido minha colega de academia. Ufa! Essa não foi de todo ruim pois aí me lembrei até do que não deveria: abdominais, flexões e todo o resto prá continuar na conserva.
Meu consolo é que hoje, meu PC de casa foi internado. Começou a “dar pau” porque sua MEMÓRIA RAM está lotada. É preciso fazer uma limpeza nele e aumentar seus gigas de memória. Fazer uma limpeza no meu arquivo de memória, já faz tempo que executo. Nome: seletividade. Só me lembro de tudo que foi bom.com.br, e isso inclui pessoas, situações, vivências... O resto eu deleto. Pra que ficar entupindo nossa memória com coisas desagradáveis, situações lastimáveis e pessoas mal humoradas? Agora, aumentar meus gigas, só se for com muita reza braba e velas pro meu São Jorge!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

VAMPIROS TÔ FORA!




Todos nós os conhecemos, sabemos como são, como se vestem, como agem e seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim sobrevivem. Esses são os vampiros dos filmes, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue, que andam pelas sombras em busca de suas vítimas.
Mas existe um tipo de vampiro que convivemos diariamente - os vampiros de energia. Eles podem ser nosso irmão, marido ou esposa, empregado, amigo, vizinho, gerente do banco, ou seja, qualquer um do nosso convívio. Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber. Mas, afinal, por que estas pessoas sugam nossa energia? Bem, em primeiro lugar a maioria dos vampiros de energia atua inconscientemente, sugando a energia sem saber o que estão fazendo. Isso acontece porque elas não conseguem absorver as energias das fontes naturais e ficam desequilibradas energeticamente. Quando essas pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), precisam encontrar outras fontes mais próximas, que nada mais são do que as pessoas ao redor. Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro da vida, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando vampiros da energia alheia.
Como identificar e combater essas pessoas?
1. Vampiro cobrador: cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porquê não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, abrirá as portas. O melhor é usar de sua própria arma, cobrando de volta e perguntando por que ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, sem tempo para retrucar e se retire rapidamente.
2. Vampiro crítico: crítica tudo e todos, e o pior que é só critica negativamente. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado, que abrirá seu sistema para que a energia seja sugada. Diga 'não' à suas críticas e nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. O melhor é cair fora e cortar o contato.
3. Vampiro adulador: o famoso puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de elogios falsos, tentando seduzi-la. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.
4. Vampiro reclamador: reclama de tudo e de todos. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. O mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. A melhor tática é deixá-lo falando sozinho.
5. Vampiro inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda. Na verdade ele não quer respostas, mas sim desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo de pensamentos. Para sair de suas garras, não se ocupe à procura de respostas. Reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal, contundente e procure se afastar assim que possível.
6. Vampiro lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram suas desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. É sempre o coitado, a vítima. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, pois elas não resolvem situação alguma.
7. Vampiro pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Ele suga a energia seduzindo ou provocando náuseas e repulsa.. Nos dois casos você estará desestabilizado e vulnerável. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.
8. Vampiro grilo-falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Pode falar durante horas, e enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se invente uma desculpa, levante-se e vá embora.
9. Vampiro hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. É desse jeito que chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.
10. Vampiro encrenqueiro: para ele o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia. Não dê campo para a agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.
Bem, agora que você já conhece como agem os vampiros de energia, livre-se deles o mais rápido possível. Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer é obvio, não faz parte dessa lista...
(Vera Caballero, jornalista, orientadora metafísica e professora de bioenergias e proteção psíquica)

BRINCADEIRAS PARA MARMANJOS


Acho o cérebro humano fantástico! Também por isso me enveredei na neuropsicologia e quanto mais estudo, menos sei... A capacidade que essa “máquina” maravilhosa tem de adaptação e superação é inacreditável. Os neurocientistas fazem descobertas incríveis e mesmo assim afirmam que falta muito para se descobrir. Recebi por e.mail esses “testes” que, talvez muitos já conheçam, mas vale refazer. Mãos à obra:



1º TESTE:
Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno exercício de cálculo mental! Este cálculo deve ser feito mentalmente (e rapidamente), sem utilizar calculadora nem papel e caneta! Seja honesto... Faça cálculos mentais...
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000.Acrescenta mais 30. E novamente 1000. Acrescenta 20. Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é o total?
O teu resultado = 5000
A resposta certa é 4100!
Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece é que a seqüência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).

2º TESTE:
Rápido e impressionante: conte, quantas letras 'F' tem no texto abaixo sem usar o mouse: FINISHED FILES ARE THE RESULT OF YEARS OF SCIENTIFIC STUDY COMBINED WITH THE EXPERIENCE OF YEARS
Contou? Somente leia abaixo depois de ter contado os 'F'. OK? Quantos? Três? Talvez quatro. ...
Errado, são seis - não é piada! Volte para cima e leia mais uma vez! A explicação: O cérebro não consegue processar a palavra 'OF'. Loucura, não?

3º TESTE: Sou Diferente? Faça o teste.
Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo diferentes ou se pensamos a mesma coisa? Faça este exercício de reflexão e encontre a resposta!
Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez MENTALMENTE e tão rápido quanto possível, mas não siga adiante antes de ter respondido a anterior.
E se surpreenda com a resposta!!! Agora, responda uma de cada vez:
Quanto é:


15+6....


21....


3+56


....59...


89+2


...91...


12+53


......65...


75+26


....101...


25+52


....77...


63+32

...95....Sim, os cálculos mentais são difíceis, mas agora vem o verdadeiro teste.
Seja persistente e siga adiante.
123+5


..128....
Rápido! PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR! E siga adiante..Mais um pouco...
........
Um pouco mais...
........
Pensou em um martelo vermelho, não é verdade??? Se não, você faz parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa.
98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício.
O nosso cérebro é "doido"!
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur
crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4
M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R
CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!
NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45
N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M
PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R
B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

BRINQUEDOS E BRINCAR


Continuando...

De 03 aos 05 anos – é a época do “faz de conta”. Opte por brinquedos que estimulem a fantasia e a criatividade das crianças, como bonecos, fantoches, livros de história, tudo que permita a dramatização do que vêem no dia-a-dia.

De 05 aos 07 anos – as brincadeiras em grupo passam a ganhar importância. Brinquedos que integrem as crianças ao ar livre e que estimulem a competição são os mais indicados nesse período.
De 07 a 09 anos – os jogos de raciocínio e memória adapta-se às crianças que dominam sua capacidade motora e inventam regras. São os jogos de visualização, os quebra-cabeças, os jogos de regras simples.
De 09 aos 12 anos – nessa fase as crianças já tem “vontades”: querem atividades com regras mais complexas. Procure saber ou se informar sobre a preferência ou tendência da criança antes de comprar, por exemplo, um violãozinho quando ela adoraria um jogo eletrônico.
A criatividade e a imaginação da criança devem ser sempre respeitadas. É esta capacidade que permite a ela transformar soldadinhos de chumbo em robôs, vídeo games em discos voadores ou varinhas de condão em espadas de raio laser, improvisando sempre, seja diante de brinquedos mais simples ou até mesmo dos mais sofisticados. Independente do brinquedo ou de qualquer transformação tecnológica, brincar será sempre o mais importante. É brincando que a criança se prepara para a vida. Desenvolve habilidades e valores que levará consigo sempre!




segunda-feira, 19 de outubro de 2009

BRINQUEDOS: PARA CADA IDADE UMA NECESSIDADE DIFERENTE



Dia das Crianças já passou, mas como o Natal já ta pertinho e respondendo a alguns pedidos sugeridos a mim, dedico esse post às tias, dindinhas e afins que estão sempre de prontidão, na retaguarda das mamães!
Brincar é importante e necessário. O brinquedo é um instrumento que contribui para a descoberta do universo que cerca toda criança, ajudando a desenvolver sua criatividade e capacidade de percepção. Assim, a escolha de um brinquedo exige alguns cuidados e deve levar em consideração o gosto, o interesse, a habilidade e a limitação da criança. Não compre por impulso. Nem sempre os produtos “da moda” são os mais adequados. Sempre que possível, deixe que a criança participe da seleção e compra do brinquedo.
A escolha mais adequada: Conforme a idade, a criança vivencia um universo e sonhos distintos. Assim, o ideal é optar por um brinquedo que seja mais adequado ao seu desenvolvimento. Aqueles mais educativos, capazes de estimular a coordenação motora, a inteligência, a afetividade e a socialização devem ser o da sua preferência.
Até os 09 meses – é a fase em que as crianças vão, pouco a pouco, descobrindo a cor, o som e a forma das coisas. Os brinquedos devem ser leves, resistentes, sem quinas ou pontas, antialérgicos, ter sons agradáveis e não soltar tinta.
Dos 09 aos 12 meses – as crianças que engatinham gostam de pegar tudo que vêem. Aproveite essa fase para que elas conheçam materiais, oferecendo objetos de tecido, borracha, plástico, madeira, etc.
01 ano – as habilidades manuais e corporais devem ser desenvolvidas. Pode-se dar às crianças brinquedos de encaixe, abre-fecha, de empurrar ou que estimulem a coordenação motora das mãos: pegar, apertar, arremessar, etc.
02 anos – aproveite as habilidades manuais já desenvolvidas e a curiosidade própria dessa fase para oferecer brinquedos que possibilitem múltiplas combinações (jogos com peças de montar). Peças muito pequenas que podem ser engolidas ou aspiradas, JAMAIS!
Continua...

domingo, 18 de outubro de 2009

MÃES SEMPRE MÃES


Encontrei, na casa de mamãe, um pequeno livro que dei a ela em 1994 de Dan Greenburg: O manual da mãe judia. É muuuito engraçado. Da minha dedicatória não entendi nada do que escrevi: “Para a mãe de ontem, hoje e sempre (até aqui tudo bem). Da filha mais velha (sou a caçula) por causa do filho mais novo (só se for o Rozenbaum do Lar Doce Lar/Caldeirão do Huck), de 20 anos hoje!” Reli o livro pra ver se descobria e... Nada. Tudo bem deixe pra lá! Este pequeno livro trás toda a grandeza e complexidade dessa que é uma das mais árduas artes da natureza humana – a arte de ser Mãe (qualquer mãe, pois para ser uma boa mãe judia não é preciso ser judia. Aliás, nem é preciso ser mãe – uma secretária japonesa ou um pizzaiolo italiano também podem dar conta do recado). O conceito de extremo sacrifício pessoal associado à educação e proteção de crianças (algumas até acima dos 30 anos de idade) ultrapassa a barreira das religiões, idades e mesmo sexos. De maneira simples e esclarecedora, este manual explica as estratégias fundamentais. Afinal, qual o uso correto do Sentimento de Culpa? Qual é a filosofia que se esconde por trás de todo e qualquer Gesto de Controle? Como desenvolver a Técnica do Sofrimento Básico? Como é possível incorporar rapidamente o Sofrimento Alheio? Tudo isso detalhadamente explicado e com exclusivos exercícios para treinamento.
Logo depois da introdução do autor tem a Advertência da Mãe do Autor que vocês podem ler abaixo:
“Só queria dizer a todos que este livro foi escrito pelo meu filho que é um rapaz muito esforçado. Eu não cheguei a ler o que ele escreveu aqui, mas sei que deve ser muito bom se foi ele quem escreveu. Vocês hão de concordar que, para um rapaz que escreve tão bem, nem seria um sacrifício muito grande mandar de vez em quando uma carta para a mãe que gosta tanto dele, mas parece que os rapazes de hoje em dia tem coisas muito mais importantes a fazer do que escrever para a mãe. Tudo bem. Eu só espero que vocês gostem do livro e que a experiência tenha servido para ele aprender alguma coisa que preste”.
Assim, rindo a cada capítulo, fui reencontrando as mães judia que habita cada um de nós.

sábado, 17 de outubro de 2009

MANUTENÇÃO DE OUTRO TIPO


Essa aí bem que poderia ser eu. Como vocês já sabem das minhas histórias com o PC, com  a construção e realização desse blog foi bem parecido. Apanho que nem cachorro sem dono. Hoje fiquei pensando numa nova profissão: Personal Bloguer. Não tem personal de tudo? Tô carecendo... Desde o ano passado, precisei de dois meses - com direito a chatangens maternas - pró filhote ter um tempo, sentar e construir o primeiro. Foi ouvindo, o tempo todo, precisa fuçar mãeee, não tenha medooo, que ele teve durante meses o mesmo layout. Eu nem sequer sabia que poderia mudá-lo que dirá onde! Engoli aquele por meses a fio. Perguntar prós colegas blogueiros era o mesmo que ir no Faustão e ... se vira nos 30! Eu me virei e não compartilho o caminho das pedras não, baby. Êta amarração. Então... tô me revirando. Porque o sol, baby,  nasce prá todos e a lua prá quem se revira. Vou sozinha - o que penso ser uma pena - reverdescendo, até chegar no modelito que me agrade. Peço só a paciência dos amigos nesse processo (uau!) todo.  Quem sabe Papai do Céu não me manda um Personal Blog? 

MANUTENÇÃO


Tive insônia essa noite. Rolei prum lado, rolei pra outro e depois de muito rolar, antes de me transformar num bife à milanesa, comecei minha saga madrugada adentro. Acendi o abajur, peguei o primeiro livro – A morte do gourmet – li e reli um capítulo, fechei, passei pró outro – A cidade das palavras – e, não achei a graça que sentia em ambos até ontem. Aonde foi parar? Enquanto procurava, fui até a cozinha, abri a geladeira (esse horário vocês sabem... cometemos loucuras) olhei, olhei e não escancarei a boca em nada! Que estranho. Peguei um copo d’água e voltando pró quarto fiz um pit stop na TV de duração de milésimos de segundos. Recorde pra nenhum Schumacker (?) botar defeito. Nada de interessante. Fui pró banheiro e olhando pra bancada da pia uma visão: quantos frascos e potes! Nome: manutenção. A gente arruma creminho, óleo, pras pálpebras, olhos, pescoço, mãos, cotovelos, joelhos, calcanhar e sei lá mais onde. É protetor, é firmador, é redutor, é rejuvenescedor, ufa! Lembra quando a gente era jovem e havia apenas Nívea? A vida era tão simples! No íntimo eu sei que todos os rótulos nos frascos e potes são caprichosos e arbitrários e se destinam a fragilizar mulheres deploráveis (nheca) como eu, que gastam somas de dindim em produtos inúteis. Depois você dá uma checada em quantos reais, dólares, euros você gasta... Não, melhor investe, em sua manutenção anual? Minha irmã mais velha - usuária há anos dos lindinhos – já disse: cremes, cremes e mais cremes e rugas, rugas e mais rugas. E mesmo diante de fatídica constatação não abre mão deles. Continuando de quando a vida era bem simples, evoluimos para o Stri-Vectin-SD que se pensou, em 2004, fosse a Fonte da Juventude, Retin-A, ácido glicólico, La Prairie e Le Mer. Desse último uma amiga comprou um frasquinho que imagino ter custado uns cem dólares a colherinha e que ela o deixa na bancada da sua pia “porque é valioso demais para ser usado”. Pode? A questão é que tenho creme pró rosto, loção prós braços e pernas, vaselina prós pés. Nem dá pra dizer o tempo que gastamos (ops!), investimos esfregando esses umectantes na gente. Continuo, entretanto, a ter espinhas no rosto e asperezas nos pés. Dou uma gargalhada prá colega do espelho e com ela percebo que o dia já nasceu. Ligo o PC e começo a escrever: BOM DIA, DIA! BOM DIA SOL! BOM DIA VIDA!, mas com licença, porque, agora, vou fazer umas compressas geladas de chá de camomila pras olheiras. Não  tem creminho nenhum que substitui.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

INVEJA e GRATIDÃO


Já tem tempo que venho observando a dificuldade que as pessoas tem em elogiar o outro seja na aparência, naquilo que faz, nas conquistas, nas mudanças. Nesse mundo de tanta competitividade se alguém elogia é porque têm segundas, terceiras intenções... E o elogiado mentalmente se pergunta: o que ele quer? Com certeza vai me pedir algo? Reconhecer o esforço, o trabalho e as conquistas do Outro então, nem se fala! Mais fácil apontar aquele defeitinho. E compartilhar o caminho das pedras que você encontrou? Nunca, jamais, em tempo algum. Você que rale sozinho, eu não ralei? Vou te dar de bandeja? Assim? De graça? Por muitos razões – principalmente minha clínica – venho examinando o fenômeno da inveja. Um cliente me conta que trouxe do interior um colega de infância, abriu-lhe a casa e a família, arranjou-lhe lugar na própria firma, e tudo ia muito bem, quando daí a anos notou que o outro estava fraudando a empresa e tentando arruiná-la. Chamou-o para uma conversa e o amigo fez-lhe revelação dolorosa: sentia-se “sufocado” pela generosidade do outro, tentou ser como ele, imitá-lo. Não conseguindo, resolveu destruí-lo. Melanie Klein, psicanalista, em seu ensaio “Inveja e Gratidão” nos explica a relação entre os dois sentimentos. E, pode acreditar, ela existe.
Para M.Klein a criança tem, em relação ao seio materno, uma sensação de amor, realização e gratificação, ou um sentimento de ódio, inveja e destruição. Existe um componente oral e anal sádico na inveja. Para outros, como Karl Abraham, o invejoso é um sujeito com problemas mal resolvidos na fase anal de sua formação. Seja como for, é melhor acompanhar a sabedoria popular e colocar uma cabeça de alho sobre a mesa de trabalho, andar com um ramo de arruda na orelha, porque a inveja e o mau-olhado podem matar.
Como a inveja é uma construção neurótica, o desaparecimento do objeto da inveja não resolve o problema. O invejoso pode trocar de objeto de inveja ou introjetá-lo de tal modo, que a única maneira de matá-lo definitivamente é matar-se a si mesmo, pensando que assim ficará livre do outro, que na verdade é uma invenção dele.
É complicadíssima a cabeça do invejoso, pois não suporta a generosidade. Agora vejam que problema para o generoso. Como entender que fazer o bem faz mal? E mais: o invejoso carrega “ansiedade persecutória”. Vive inventando que o estão perseguindo, tentando segurá-lo, boicotá-lo. Oh céus, oh vida! E uma das especialidades é o cochicho, as meias palavras, à sombra. Raramente vem à luz. Não suporta o confronto, só de viés.
Quando se elogia, compartilha conhecimento, se é generoso. A energia contida nesses elementos circula e volta, para o doador, potencializada. Tudo flui em grandeza, e aí nem precisa de arruda ou alho, o invejoso sucumbi diante de tamanha generosidade e crescimento. Que tal colocar sua nota de 100 reais no balcão? Circulando...Circulando...

CIRCULANDO


Recebi esse email - não sei a autoria - e resolvi postá-lo como uma introdução a um assunto que anda me deixando intrigada já faz tempo... Dificuldade de elogiar, compartilhar o conhecimento e inveja.
"Setembro de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta. Os habitantes, endividados e vivendo as custas de crédito. Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel.
O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, as vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!
Moral da história: Quando circula o dinheiro, não há crise!" Continua...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ESCLARECENDO OS PÊS



Até hoje - sejam clientes ou amigos - há muita confusão entre esses Ps. De maneira bem didática e simplista vão aí os devidos esclarecimentos:

  •  Psiquiatra: a pessoa fez sua formação acadêmica básica em Medicina, se especializando em psiquiatria. Poderia ter sido em outras especialidades como cardiologia, urologia, cirurgia geral, dermatologia, pediatria, etc. Então ele se tornou um Médico psiquiatra. Pode medicar.
  •  Psicólogo: a pessoa fez sua formação acadêmica básica em Psicologia, se especializando em psicologia clinica. Poderia ter sido em escolar, empresarial, jurídica, trânsito, etc. Não pode medicar.
  • Psicanalista: não há uma formação acadêmica básica. É uma escolha de um profissional com 3º grau completo (Serviço Social, Engenharia, Filosofia, Direito, Medicina, Psicologia, etc.) que faz uma formação contínua em psicanálise e onde podemos dizer que a clínica psicanalítica trata de dores para as quais não há medicalizações, drogas milagrosas, aparelhos tecnológicos ou qualquer outra ordem de recursos. E por isso, muitos psicanalistas mesmo sendo médicos em sua formação básica, encaminham para outros colegas quando há necessidade de intervenção medicamentosa. Outra coisa importante a esclarecer: todos esses são chamados de “doutor” por uma questão histórica, ligada à medicina, engenharia e direito (assunto para outro post), mas o título só é devido se já foi defendida e aprovada uma tese de doutorado! E isso é para o geógrafo, biólogo, historiador, sociólogo, etc. Convencionou-se chamar de “doutor” as pessoas que trabalham na área de saúde. A propósito, não sou doutora a não ser prós flanelinhas: E aí “doutora” vai deixar pró cafezinho?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MEDO


Você tem medo de quê? Medo todo mundo tem. Porque o medo é um sentimento natural de quem está vivo e tem a função de alerta, de avisar o organismo de um perigo ou ameaça e provocar reações de proteção. O problema é que, diferentemente dos animais, temos a consciência de que um dia iremos morrer.
Do medo da morte derivam muitos medos que nos acompanham desde sempre e os que habitam nossa alma nos dias de hoje. Temos medo de tudo: do cigarro, da gordura trans, do aquecimento global. Das notícias ruins, de falar com um estranho, da crise mundial. De ser assaltado, de perder o emprego e até mesmo de ser feliz.
Como seria impossível escrever sobre todos os medos, escolhi olhar mais de perto aqueles que são alimentados pelas inseguranças e ansiedades contemporâneas. Não vou falar aqui de medo de barata, de elevador ou de avião. Nem dos eternos medos da velhice e da solidão.
Medo do fracasso: Se hoje um dos nossos maiores medos é o de fracassar, é porque uma das nossas maiores buscas é o sucesso. Passamos à vida determinados a conquistar coisas, pessoas e posições que nos levem ao sucesso, ligado, na nossa sociedade, à idéia de felicidade e realização. O problema é que hoje, para ser bem sucedido, é preciso superar níveis de exigência sempre mais altos. O mundo nos cobra competência, eficiência, excelência. E um espírito competidor: todos são seus concorrentes quando disputam um lugar ao sol com você!
Quer uma vaga num concurso público? Então se prepare para ser o melhor e deixar para trás milhares de outros candidatos. Seu sonho é trabalhar numa organização internacional? Pois trate de ter no currículo fluência em inglês, francês, árabe e mandarim e ainda um título de mestre e outro de doutor.
Medo de crescer: Às vezes a gente tem medo até daquilo que mais quer. O medo de crescer parece ser um mal difuso entre nós. Pense em você e em alguns amigos. Quantas vezes vocês não amarelaram na hora de definir uma situação, não deram um passo para trás no momento de dar aquele passo à frente? Como se fosse possível ir adiando a hora de se responsabilizar de verdade por aquilo que nos acontece, pelas escolhas que fazemos na vida. A gente quer por que quer se casar, mas fica morrendo de medo dos compromissos que vêm com o casamento; queremos ter aquele emprego, mas não suportamos a parte ruim que vem junto com ele. Quando esse vai-não-vai fica sério, ganha até um nome: síndrome de Peter Pan. Adultos que sofrem desse mal se recusam a crescer, insistem em viver na Terra do Nunca e querem levar a vida simplesmente numa boa, sem encarar os problemas e as responsabilidades.
Medo de mudança: Como se explica o medo do novo numa sociedade que cultua as novidades? Por que tanta gente reluta em mudar mesmo quando tudo está dando errado? A pessoa parte de uma situação conhecida, que domina, para uma situação nova, desconhecida. Parte da segurança para a insegurança, e aí pinta a angústia e o medo. A fórmula, dizem alguns especialistas, é o tempo. O que é novo hoje não vai ser daqui um mês. Só mudando para o medo passar.
Mas se com o tempo tudo se resolve, por que não mudar de cidade, de estado civil, de corte de cabelo? Por que não correr o risco de largar o emprego para correr atrás do sonho? Porque, mesmo que o mundo lá fora seja certo e instável, as pessoas ainda buscam estabilidade, certezas e definições. As pessoas não querem mudar porque se acomodam.
“A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”
Depois de ler as palavras da escritora Marina Colasanti, tiradas do livro Eu sei, mas não Devia, procure refletir: você tem mais medo de mudar ou de se acostumar?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

ZÉ CUECA




Adoro expressões engraçadas que, quando criadas, resumem tudo em poucas palavras. Os famosos bordões vindos de programas humorísticos ou novelas fazem à festa... “Jesus me abana” e “Are baba” foi dito por muitas amigas, recentemente, diante de homens maravilhosos; “Coisas de Laurinha” era suficiente pra explicar comportamentos bizarros; “Cala a boca Magda” acabava logo com uma bobagem dita e muitos outros que vocês podem acrescentar, fazendo assim um bom exercício pra memória. Os jovens e suas variadas tribos criam códigos próprios tipo assim: Vei, cê fraga (vc conhece), rola, me erra, vaza e outros tantos. Agora, o código quase secreto das moças, na balada, falando dos moços, é pra ninguém botar defeito:
  • Tudo de bom.com. br = o cara perfeito
  •  B.O = homem galinha
  •  Bagre ensaboado = é o cara escorregadio
  •  Sem mais detalhes = é ficar com o cara por uma noite apenas e só rola beijo
  • E para terminar o Zé Cueca, que é o namorado que liga toda hora e vigia. Segundo as moças elas detestam esse tipo! Será mesmo meninas? Entre um Zé Cueca e um B.O. prefiro um Cueca, sem nem me importar se é samba canção, box ou sunga.





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