Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

VOCÊ REALMENTE, JÁ AMOU UMA MULHER?

Daqui a pouco tempo começarão os debates entre os candidatos à presidência da República. Sempre me incomodou o nível a que chegam tais discussões e até onde são capazes de descerem. E quando o mediador dá direito à réplica e depois tréplica? Réplica é o direito da outra parte se manifestar ao comentário feito e tréplica, é o direito dado ao primeiro falar, depois que a réplica foi feita. Trocando em miúdos: bate-boca, lavação de roupa, toma lá-dá-cá e que não se chega a lugar algum. Aliás, corrijo-me: ganha aquele que GRITA mais alto. Isso serve para os tribunais de justiça (?). Local apropriado para tais brigas e onde advogados e promotores recebem – fortunas – para serem portadores de vozes alheias. Das coisas do coração deveria ser suficiente, simplesmente, ouvir seu som... Para quê contestação?

4 comentários:

  1. Essa do que grita mais alto, não se usa por aqui, mas deve ter a vantagem de não deixar dormir e não perder nenhuma das mentirinhas lol

    Bjos

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  2. Queria Rê:
    Olhando nos olhos, escutando, respirando, estando simplesmente...
    se vê o que não está à vista de toda a gente,
    se aprende o que vale o silêncio e,
    os perfumes que se emana da alma e inebriam o coração.
    Estar, somente estar, não é presença, é fazer parte integrante.
    Kandandos meus a atravessar tanto mar...

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  3. Infelizmente, esse tipo de campanha é universal, pois aqui é sempre a mesma coisa e ideia que é bom não aparece nenhuma, mesmo quando o bem comum deveria sobrepor-se ao individualismo dos candidatos. Assim, ou não há mesmo ideias, ou simplesmente só as apresentam se o povo os eleger. Quanto ao coração, o mais comum é ainda a via da discussão ou, em contraponto - do silêncio, numa espécie de jogo psicológico em que ninguém sai vencedor. Num assunto como no outro, acho que nos esquecemos sempre do que realmente importa, perdendo tempo em vitórias mesquinhas que pouco ou nada interessam, antes pelo contrário.

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  4. Isa, amada!
    Se insônia resolvesse alguma coisa...rsrs só ficamos com olheiras que nem mesmo óculos escuros as esconde.
    Beijuuss n.c.

    Kimbanda, amado!
    É verdade...olhando no olhos e fazendo parte do todo. Dois que se tornam um: unos e único! E como escreveu um poeta, amadíssimo meu: "Teus olhos são o dia.
    Se os descerras, amanhece,
    Se os abres rebrilha o sol.
    Quando os fechas anoitece."
    Beijuuss n.c. do lado de cá do Atlântico

    Miguelito, duplo anjo, amado!
    Concordo com você em gênero, número e grau. Tem uma crônica do Rubem Alves que ele compara o relacionamento a dois a um jogo de tênis e frescobol: no 1º, um ganha com a derrota do outro; já no 2º, não há vencedores nem perdedores, já que ambos fazem de tudo para que a bola nunca caia no chão... O prazer/amor está em mandar a bola prá lá e recebê-la de cá, bola prá lá, bola prá cá...
    Beijuuss n.c.

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